2 de outubro de 2026
DICIONÁRIO IMOBILIÁRIO: Conheça as 10 siglas mais utilizadas no mercado.
ITBI, FGTS, SAC, SFH, SBPE, IGP-M, INCC, INPC, IPCA e RI.
Se você está pensando em comprar um imóvel, provavelmente já encontrou algumas dessas siglas pelo caminho.
Elas aparecem em contratos, financiamentos, anúncios de imóveis, documentos, índices de reajuste e processos de compra e venda. E entender o que cada uma significa pode fazer bastante diferença na hora de tomar uma decisão.
Por isso, a Be Bold Imóveis preparou um dicionário imobiliário com 10 das principais siglas que fazem parte do mercado de imóveis.
1. ITBI — Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis
O ITBI é um imposto municipal cobrado quando ocorre a transmissão onerosa de um imóvel ou de determinados direitos reais sobre ele.
Na prática, ele costuma aparecer durante o processo de compra de um imóvel e é uma das despesas que o comprador precisa considerar, além de custos como escritura, registro e eventuais certidões.
O valor e as regras do ITBI são definidos pelo município. Em Florianópolis, por exemplo, o imposto é regulamentado pela legislação tributária municipal.
Em resumo: comprou um imóvel? O ITBI provavelmente estará entre os custos da aquisição.
2. FGTS — Fundo de Garantia do Tempo de Serviço
O FGTS é conhecido principalmente por fazer parte da relação de trabalho, mas o saldo também pode ser utilizado em determinadas situações relacionadas à moradia.
Entre as possibilidades está o uso do FGTS para comprar um imóvel residencial, complementar a entrada ou amortizar e quitar parte do financiamento, desde que comprador, imóvel e operação atendam às regras vigentes.
A Caixa estabelece, por exemplo, requisitos relacionados ao tempo de trabalho sob o regime do FGTS, à propriedade de outros imóveis e ao enquadramento do imóvel.
Em resumo: para quem pretende comprar um imóvel, o FGTS pode ser uma importante fonte de recursos — mas é necessário verificar se a operação se enquadra nas regras.
3. SAC — Sistema de Amortização Constante
O SAC é um sistema utilizado para calcular as parcelas de determinados financiamentos.
Nesse modelo, a amortização do saldo devedor é constante. Como os juros incidem sobre um saldo que vai diminuindo ao longo do tempo, as parcelas tendem a começar mais altas e reduzir gradualmente durante o financiamento.
É por isso que, ao fazer uma simulação de financiamento imobiliário, você pode encontrar a opção de amortização pelo SAC.
Em resumo: no SAC, a parcela tende a diminuir ao longo do tempo.
4. SFH — Sistema Financeiro de Habitação
O SFH é um dos principais sistemas utilizados no financiamento habitacional brasileiro.
Ele estabelece regras para determinadas operações de crédito imobiliário e está relacionado ao financiamento de imóveis residenciais dentro dos critérios previstos na regulamentação.
Uma característica importante para muitos compradores é a possibilidade de utilização do FGTS, desde que sejam atendidas as condições exigidas para a operação. A Caixa, por exemplo, oferece financiamentos habitacionais enquadrados no SFH e permite o uso do FGTS quando os requisitos são cumpridos.
Em resumo: é um sistema de financiamento habitacional com regras próprias, muito presente na compra da casa própria.
5. SBPE — Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo
O SBPE está diretamente relacionado ao financiamento imobiliário e aos recursos provenientes da poupança.
O sistema reúne instituições autorizadas que operam com recursos direcionados ao mercado imobiliário. O Banco Central regulamenta o SBPE e suas relações com o SFH e o SFI.
Na prática, o SBPE é uma das fontes importantes de recursos utilizadas pelas instituições financeiras para operações de crédito imobiliário.
Em resumo: é um sistema que ajuda a direcionar recursos da poupança para o mercado imobiliário.
6. IGP-M — Índice Geral de Preços – Mercado
O IGP-M é calculado mensalmente pela Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE).
É um índice amplo de preços e ficou especialmente conhecido no mercado imobiliário por sua utilização em contratos de aluguel e outros contratos de prestação de serviços.
Por isso, quem possui um imóvel alugado provavelmente já encontrou essa sigla em seu contrato.
Em resumo: o IGP-M é um índice de preços bastante conhecido no mercado imobiliário, especialmente em contratos de locação.
7. INCC — Índice Nacional de Custo da Construção
O INCC acompanha a evolução dos custos relacionados à construção civil, incluindo materiais, serviços e mão de obra.
Ele é calculado pela FGV IBRE e possui diferentes versões, como INCC-M, INCC-DI e INCC-10.
Para quem compra um imóvel na planta ou em construção, essa sigla pode aparecer no contrato como um dos indicadores utilizados para atualização de valores durante o período de construção, conforme as condições contratuais.
Em resumo: o INCC acompanha a variação dos custos da construção civil.
8. INPC — Índice Nacional de Preços ao Consumidor
O INPC é calculado pelo IBGE e mede a variação de preços de uma cesta de consumo voltada à população assalariada de menor rendimento.
Atualmente, o índice considera famílias com rendimentos de 1 a 5 salários mínimos, dentro das áreas geográficas abrangidas pela pesquisa.
Embora não seja um índice exclusivamente imobiliário, ele pode aparecer em contratos e cálculos que utilizam indicadores de inflação.
Em resumo: o INPC acompanha a variação de preços para uma parcela específica da população e é um dos indicadores de inflação utilizados no Brasil.
9. IPCA — Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo
O IPCA é o principal indicador oficial de inflação utilizado no Brasil.
Calculado pelo IBGE, ele mede a variação dos preços de produtos e serviços consumidos pelas famílias. A população-objetivo do índice corresponde atualmente às famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos.
No mercado imobiliário, o IPCA pode aparecer em determinados contratos ou operações que utilizam esse indicador como referência.
Em resumo: o IPCA acompanha a inflação oficial e pode influenciar diferentes aspectos da economia, inclusive operações relacionadas ao mercado imobiliário.
10. RI — Registro de Incorporação
O RI, quando falamos de empreendimentos imobiliários, refere-se ao Registro de Incorporação.
Ele está relacionado ao registro do memorial de incorporação do empreendimento no Cartório de Registro de Imóveis competente.
A Lei nº 4.591/1964 estabelece a documentação necessária para o registro da incorporação e determina que o número do registro e a indicação do cartório competente constem dos materiais relacionados à incorporação.
Para quem está comprando um imóvel na planta, verificar a existência e a situação do registro de incorporação é uma etapa importante da análise documental do empreendimento.
Em resumo: o Registro de Incorporação reúne e formaliza informações essenciais sobre um empreendimento imobiliário antes da comercialização de suas unidades futuras.
Por que conhecer essas siglas?
Comprar um imóvel envolve muito mais do que escolher localização, metragem e número de quartos.
Durante a negociação, você pode se deparar com financiamento, índices de correção, impostos, documentos, sistemas de amortização e registros.
Conhecer pelo menos o significado dessas principais siglas ajuda você a:
E, principalmente, ajuda a fazer perguntas melhores antes de tomar uma decisão.
Vai comprar ou vender um imóvel?
Na Be Bold Imóveis, acreditamos que transparência também é explicar o que está por trás de cada etapa de uma negociação.
Se você está procurando um imóvel em Coqueiros, Itaguaçu, Abraão, Bom Abrigo, Estreito ou Campinas, fale com a nossa equipe.