13 de maio de 2026
O mercado imobiliário recebeu uma notícia que chamou atenção de compradores e investidores: o Santander voltou a oferecer financiamento de até 90% do valor do imóvel em algumas modalidades.
Na prática, isso significa que o comprador pode precisar de uma entrada menor para conquistar o imóvel próprio. E claro… isso reacendeu uma dúvida em muita gente:
“Será que agora ficou mais fácil financiar?”
A resposta é: depende do perfil do comprador, da renda, do imóvel e da análise bancária. Mas sem dúvidas, essa mudança amplia as possibilidades para muitas famílias.
O que significa financiar 90%?
Quando o banco financia 90% do imóvel, significa que o comprador precisa dar apenas 10% de entrada.
Exemplo:
Imóvel de R$ 500 mil
Entrada de 10% = R$ 50 mil
Banco financia R$ 450 mil
Antes, muitos bancos estavam trabalhando com percentuais menores, exigindo entradas de 20% a 30%, o que dificultava bastante para quem ainda estava formando patrimônio.
Por que isso chama tanta atenção?
Porque a entrada costuma ser justamente a maior barreira para quem deseja comprar um imóvel.
Muitas pessoas conseguem comprovar renda para pagar a parcela mensal, mas não conseguem juntar um valor alto de entrada.
Com a possibilidade de financiar uma porcentagem maior:
- o acesso ao crédito aumenta;
- mais pessoas conseguem sair do aluguel;
- e o mercado tende a ganhar mais movimento.
Mas calma: financiar mais também aumenta o custo
Esse é o ponto que pouca gente fala.
Quanto maior o valor financiado:
- maior tende a ser a parcela;
- maior o total de juros pagos;
- e maior o comprometimento financeiro ao longo dos anos.
Ou seja: conseguir aprovação não significa automaticamente que aquela compra é saudável para sua realidade financeira.
Por isso, o ideal é sempre analisar:
- valor da parcela;
- estabilidade da renda;
- reserva financeira;
- custo de documentação;
- e planejamento de longo prazo.
Quem consegue financiar 90%?
O banco faz uma análise completa do comprador. Geralmente são avaliados:
- renda;
- score de crédito;
- relacionamento bancário;
- idade;
- capacidade de pagamento;
- tipo do imóvel;
- e perfil da operação.
Além disso, as condições podem variar conforme:
- imóvel novo ou usado;
- sistema de amortização;
- prazo;
- relacionamento com o banco;
- e perfil do cliente.
Ou seja: não significa que todo comprador será aprovado automaticamente nos 90%.
Isso pode aquecer o mercado imobiliário?
Sim, principalmente o mercado de médio padrão e imóveis voltados para primeira moradia.
Quando o crédito fica mais acessível:
- aumenta o número de compradores aptos;
- cresce a procura;
- e o mercado tende a ganhar mais velocidade nas negociações.
Em muitos casos, isso também gera maior valorização dos imóveis ao longo do tempo.
Vale a pena aproveitar esse momento?
Para quem já vinha se planejando financeiramente, pode ser uma excelente oportunidade.
Mas o mais importante continua sendo:
comprar um imóvel de forma consciente e sustentável.
Mais do que conseguir aprovação no banco, o ideal é garantir que o imóvel faça sentido para sua realidade hoje, e também no futuro.